{"id":605,"date":"2019-04-17T10:09:02","date_gmt":"2019-04-17T13:09:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.rogeriocastilho.com.br\/?p=605"},"modified":"2019-04-17T10:09:02","modified_gmt":"2019-04-17T13:09:02","slug":"cerebro-pode-ser-treinado-para-curar-doencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rogeriocastilho.com.br\/2023\/2019\/04\/17\/cerebro-pode-ser-treinado-para-curar-doencas\/","title":{"rendered":"C\u00e9rebro pode ser treinado para curar doen\u00e7as"},"content":{"rendered":"<div class=\"ctnHeadline\">\n<div class=\"title headline\">\n<h1><span style=\"font-size: 16px\">Cientistas brasileiros desenvolveram t\u00e9cnica que modifica conex\u00f5es e abre caminhos para tratar AVC, Parkinson e at\u00e9 depress\u00e3o<\/span><\/h1>\n<h1><span style=\"font-size: 16px\">Roberta Jansen-\u00a0<\/span><span class=\"day-month\" style=\"font-size: 16px\">17 ABR<\/span><span class=\"year\" style=\"font-size: 16px\">2019<\/span><\/h1>\n<\/div>\n<div class=\"author\">\n<div class=\"authorData\">\n<div class=\"authorName\">O c\u00e9rebro pode ser treinado para curar as doen\u00e7as que o acometem. Cientistas brasileiros acabam de apresentar uma t\u00e9cnica de treinamento cerebral capaz de modificar as conex\u00f5es neuronais em tempo recorde. O trabalho, publicado na <em>Neuroimage<\/em>, abre o caminho para novos tratamentos para o acidente vascular cerebral (AVC), a doen\u00e7a de Parkinson e at\u00e9 a depress\u00e3o.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articleData \">\n<div id=\"image_4ae2440ae42e94183808222ad8a873773mrxiweo\" class=\"imageElementSmall\">\n<figure><img decoding=\"async\" title=\"(Imagem ilustrativa)\" src=\"https:\/\/p2.trrsf.com\/image\/fget\/cf\/460\/0\/images.terra.com\/2019\/04\/17\/istock-492384634.jpg\" alt=\"(Imagem ilustrativa)\" width=\"460\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit st-in-image\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div><figcaption>\n<div class=\"imageInfo\">\n<div class=\"lineSpacer\"><\/div>\n<div class=\"caption\">(Imagem ilustrativa)<\/div>\n<p><small class=\"copyright\">Foto: Svisio \/ iStock<\/small><\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"text\">O c\u00e9rebro se adapta a todo momento &#8211; um fen\u00f4meno conhecido como neuroplasticidade. Essas mudan\u00e7as na forma como funciona e conecta suas diferentes \u00e1reas s\u00e3o as bases do aprendizado e da mem\u00f3ria.<\/p>\n<div id=\"ad-video-inread--wrapper\">\n<div id=\"ad-video-inread\" class=\"ad-video-inread\" data-google-query-id=\"CMLUrL-X1-ECFRRrwQodrrcMxQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/1211\/br.terra.news\/ciencias.articles_2__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"text\">Entender melhor essas intera\u00e7\u00f5es permite o avan\u00e7o na compreens\u00e3o do comportamento humano, das emo\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m das doen\u00e7as que acometem o c\u00e9rebro. &#8220;Tudo o que a gente \u00e9, faz, sente, todo o nosso comportamento \u00e9 reflexo da maneira como o nosso c\u00e9rebro funciona&#8221;, explica o neurocientista Theo Marins, um dos autores do estudo.<\/p>\n<p class=\"text\">Algumas doen\u00e7as, segundo o especialista, alteram esse funcionamento. E o c\u00e9rebro passa a funcionar de maneira doente. &#8220;Ensinar&#8221; o c\u00e9rebro a funcionar de maneira correta pode melhorar os sintomas de v\u00e1rias doen\u00e7as.<\/p>\n<p class=\"text\">Uma das ferramentas que vem sendo utilizadas para compreender melhor essas din\u00e2micas \u00e9 o neurofeedback. Assim \u00e9 chamado o treinamento do c\u00e9rebro para modificar determinadas conex\u00f5es. O estudo dos neurocientistas do Instituto IDOR de Ensino e Pesquisa e da UFRJ mostrou que o treinamento \u00e9 capaz de induzir essas modifica\u00e7\u00f5es em menos de uma hora.<\/p>\n<p class=\"text\">Para fazer o trabalho, os cientistas contaram com 36 volunt\u00e1rios que se submeteram a exames de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica. A atividade neuronal captada no exame \u00e9 transformada em imagens apresentadas em computadores de acordo com a intensidade. Os volunt\u00e1rios acompanhavam as imagens em tempo real, aprendendo a controlar a pr\u00f3pria atividade cerebral.<\/p>\n<div id=\"card-ad-increment-mobs2_2\" class=\"w2h2 cards advertising\" data-viewable=\"true\"><span class=\"lbl-advertising\">publicidade<\/span><\/p>\n<div id=\"ad-increment-mobs2_2--wrapper\" class=\" ad-parallax-container\">\n<div id=\"ad-increment-mobs2_2\" class=\" ad-parallax-clip\" data-google-query-id=\"CPSbu8GX1-ECFQR6wQodErEB7g\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/1211\/br.terra.news\/ciencias.articles_3__container__\">Enquanto 19 participantes receberam o treinamento real, outros 17 foram instru\u00eddos com falsa informa\u00e7\u00e3o &#8211; o que funcionou como uma esp\u00e9cie de placebo. Antes e depois do treino, os pesquisadores registraram as imagens cerebrais que permitiam medir a comunica\u00e7\u00e3o (a conectividade funcional) e as conex\u00f5es (a conectividade estrutural) entre as \u00e1reas cerebrais. O objetivo era observar como as redes neurais eram afetadas pelo neurofeedback.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Antes e depois<\/h2>\n<p class=\"text\">Ao comparar a arquitetura cerebral antes e depois do treinamento, os cientistas constataram que o corpo caloso (a principal ponte de comunica\u00e7\u00e3o entre os hemisf\u00e9rios esquerdo e direito) apresentou maior robustez estrutural. Al\u00e9m disso, a comunica\u00e7\u00e3o funcional entre as \u00e1reas tamb\u00e9m aumentou. Para os pesquisadores, \u00e9 como se o todo o sistema tivesse se fortalecido.<\/p>\n<p class=\"text\">&#8220;Sab\u00edamos que o c\u00e9rebro tem uma capacidade fant\u00e1stica de modifica\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o t\u00ednhamos tanta certeza de que era poss\u00edvel observar isso t\u00e3o rapidamente&#8221;, conta Marins.<\/p>\n<p class=\"text\">Desta forma, o treinamento cerebral se revelou uma ferramenta poderosa para induzir a neuroplasticidade. Agora, os pesquisadores esperam utiliz\u00e1-lo para promover as mudan\u00e7as necess\u00e1rias para recupera\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o motora em pacientes que sofreram um AVC, que foram diagnosticados com Parkinson e mesmo com depress\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text\">&#8220;O pr\u00f3ximo passo ser\u00e1 descobrir se pacientes que sofrem de desordens neurol\u00f3gicas tamb\u00e9m podem se beneficiar do neurofeedback, se ele \u00e9 capaz de diminuir os sintomas dessas doen\u00e7as&#8221;, disse a m\u00e9dica radiologista Fernanda Tovar Moll, presidente do IDOR. &#8220;Ainda falta muito para chegarmos a protocolos espec\u00edficos. Quanto mais entendermos os mecanismos, mais terapias poderemos desenvolver.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas brasileiros desenvolveram t\u00e9cnica que modifica conex\u00f5es e abre caminhos para tratar AVC, Parkinson e at\u00e9 depress\u00e3o Roberta Jansen-\u00a017 ABR2019 O c\u00e9rebro pode ser treinado para curar as doen\u00e7as que o acometem. Cientistas brasileiros acabam de apresentar uma t\u00e9cnica de treinamento cerebral capaz de modificar as conex\u00f5es neuronais em tempo recorde. 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