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Psicoterapia deve ter metas e não se estender por anos

Terapeuta dos EUA causa polêmica ao defender que a maioria dos pacientes precisa só de poucas semanas de tratamento e que terapia deve ter objetivos para não ser um “desabafo”

O psicoterapeuta americano Jonathan Alpert, que defende a terapia de resultados
LUCIANA COELHO – DE WASHINGTON (Folha de S.Paulo)

Há 15 dias, o psicoterapeuta americano Jonathan Alpert mexeu com os brios dos colegas ao publicar um artigo no “New York Times” em que questionava a eficácia de tratamentos de longo prazo.
Citava um estudo de 2010 no “American Journal of Psychiatric” para dizer que só 10% dos pacientes fazem mais de 20 sessões e um de 2006 no “Journal of Consulting and Clinical Psychology” para afirmar que o progresso cai de 88% para 62% após a 12ª sessão. Culpava os pares.
A resposta, diz, veio numa avalanche de e-mails tanto mandando-o para o inferno como elogiando por contestar algo pouco questionado.
Artigos contra e a favor se multiplicaram, cartas de psicanalistas chegaram ao “Times” pedindo cuidado com generalizações e a lista de clientes do psicólogo que atende em Nova York e acaba de lançar “Be Fearless – Change Your Life in 28 Days” (Seja destemido – mude sua vida em 28 dias, que sai no Brasil no fim do ano) cresceu.
Mas ele nega que ofereça solução mágica, como acusam os críticos que viram no artigo uma autopromoção.
Sua defesa, diz, é de uma terapia que mostre resultado, em que paciente e analista tracem metas e que não sirva apenas “para desabafar”.
“Pela minha experiência, a maioria busca ajuda para questões menores e tratáveis: insatisfação no trabalho ou no relacionamento. Não é preciso anos de terapia para isso.” Alpert conversou com a Folha por telefone.

Folha – Qual tem sido a reação ao seu artigo? Crítica?
Jonathan Alpert – Interessante. Recebi centenas de e-mails, muitos de ódio, inclusive de outros terapeutas, que me mandaram para o inferno. Mas para cada negativo vieram uns três positivos.
Na manhã após a publicação, a secretária eletrônica do consultório tinha umas 20 ligações de gente que queria se tratar comigo. No fim da semana, mais 60 [ele atende 25 pacientes por semana].
Qual era sua relação com os colegas antes do artigo?
Dividida. Há outros terapeutas aqui que têm essa orientação mais comportamental como eu. E eles me apoiaram ; recebi vários e-mails elogiando a coragem.
Quando você diz que terapia de longa duração é pouco eficaz, você se refere aos casos de forma geral ou quer dizer que terapeutas ruins mantêm o paciente por muito tempo?
O segundo caso. E meu argumento é que se você está na terapia e não está melhorando, você tem de sair. Há muita diferença entre se sentir bem e de fato melhorar. Eu costumo usar a analogia do cabeleireiro – se você vai e odeia o corte, vai voltar para quê? Se você vai à terapia semanalmente há anos e não vê nenhuma melhora, saia fora.
Mas como medir se a psicoterapia é eficaz?
O que eu faço, e muitos fazem, é definir metas desde o começo e monitorar o progresso. Se alguém com ansiedade social vem me ver, a meta é a pessoa se sentir confortável em um bar ou um encontro. Vamos trabalhando e vendo como ela se sai.
Você já tratou alguém por mais do que 12 semanas?
Sim, claro, há gente que eu trato por meses, e depois faço sessões de manutenção uma ou duas vezes por mês.
Sempre com as metas?
As pessoas podem ficar patinando na terapia. Você vai, desabafa e se sente bem por falar. Aí espera aquilo toda semana, mas isso não necessariamente faz você avançar em direção a um objetivo.
E quando a terapia pode durar mais e ser boa?
Alguns transtornos precisam de mais tempo para serem tratados, como estresse pós-traumático. E condições psiquiátricas ou psicológicas mais graves precisam não só de mais tratamento, mas também de manutenção.
Não é o caso da ansiedade e da depressão leve, que levam a maioria ao consultório?
Eu cito essas duas no artigo. As razões que levam mais gente ao consultório -ao meu, ao menos- são ansiedade, problemas na carreira, problemas no relacionamento e estresse. Nada disso precisa de anos para ser tratado.
Mas qual deve ser o objetivo do terapeuta e do paciente? Um problema pontual pode ser resolvido em semanas, mas e a raiz? Se as circunstâncias mudarem na vida de um dos seus pacientes, os problemas não reaparecerão?
Você tenta ensinar a pessoa a resolver o problema, para que possa lidar com ele no futuro caso reapareça. Mas há quem não seja bom nisso.
Identificar o problema e dar ferramentas? Nada de discutir a infância…
Às vezes é relevante. Mas eu não passo sessões incontáveis falando sobre a infância. Os pacientes reagem melhor quando olham para a frente.
Como você percebeu que o tipo mais convencional de terapia não era o seu?
No começo da minha carreira, eu tinha pacientes que me diziam que seu terapeuta anterior só sabia perguntar “como você se sente com isso?”. Passavam anos assim, mesmo sem achar que funcionava. Eu escrevia uma coluna de jornal com pouco espaço e tinha de dar conselhos. Recebia cartas agradecendo pela ajuda e pensei que isso pudesse funcionar em terapia também. Identificar o problema e dar conselhos. A reação foi boa.
E por que muitos continuam indo à terapia, sem avanço?
Muita gente acha que psicoterapia é só para desabafar. Não sabe que dá trabalho, que muita coisa precisa ser feita fora do consultório.
Falta informação?
É. Tem uma ideia perpetuada por Hollywood. Se você perguntar para dez pessoas o que é psicoterapia, pode esperar que sete dirão que se trata de desabafar, se abrir.
Qual o maior erro ao procurar um psicoterapeuta?
Não sei, mas sei o que ajuda a achar um. Boca em boca é bom, se você se sentir confortável para perguntar a amigos ou conhecidos, porque há estigma ainda. Também dá certo perguntar ao seu médico.
É preciso pesquisar. Telefonar, ao menos, a alguns terapeutas, falar com eles por uns dez, 15 minutos, para ter ideia do estilo, perguntar como ele trataria seu problema.
Não há quem tenha medo de perguntar ou de cobrar soluções ao terapeuta? O mecanismo, afinal, tem duas partes…
Verdade. Eu sempre digo a meus pacientes que nós dois temos de trabalhar duro e que ele precisa implementar os novos comportamentos fora do consultório. Se ele está esperando uma solução mágica, não vai acontecer.
“O Segredo” fez sucesso.
Acho que há pessoas procurando mágica. São preguiçosas. Se você puder acreditar que vai virar um milionário, é mais fácil do que arregaçar as mangas e dar duro.
Terapia é para todos?
Não. Não acho. Acho que a pessoa realmente tem de querer olhar para si mesma e mudar. Se não é um desperdício de tempo e de dinheiro.
*Mas muitas vezes é posta como solução universal. *
Algumas pessoas são narcisistas, egocêntricas, falar por uma hora e ser o centro das atenções as satisfaz.
A crise econômica aumentou seu trabalho? Você participou de “Trabalho Interno” (documentário de 2010 premiado com o Oscar).
Em 2008, eu comecei a receber cada vez mais pacientes de Wall Street, com problemas de ansiedade ligada ao trabalho. No fim do ano, foi um surto. Eram sobretudo homens, executivos, perdendo o emprego… O problema é que a identidade deles estava tão fundida com sua carreira que, quando eles perdiam o emprego, a vida deles perdia o sentido. Nunca queira se definir por sua carreira.
Melhorou?
Acho que as pessoas se acostumaram.

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Dias 5 e 6 de maio ministrarei curso de Hipnose Prática e Clínica no Rio de Janeiro. Ano passado estive em São Paulo, Curitiba, Maringá, Salvador, Florianópolis, Belo Horizonte,  e em 4 cidades do Japão.

Este ano já teve curso em São Paulo e em Salvador. Está chegando a hora do Rio de Janeiro!

E antes do curso, haverá palestras gratuitas. Ótima oportunidade para tomar contato com a Hipnose Clínica – ou aprofundar conhecimentos. Nos vemos lá?

 


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A antiga técnica ganha espaço para ajudar a tratar doenças com o síndrome do pânico,
dor nas costas e até para cirurgia dentária
GILBERT BANG

Claudio Gatti
Bang: a base da hipnose é
a sugestão

A hipnose não é mágica, truque ou bruxaria, nem tem relação com questões religiosas. Aos menos avisados, pode causar espanto, ceticismo ou descrédito, principalmente pela ação de charlatões que utilizavam a hipnose em seus espetáculos de mágica. Entretanto, estudos científicos com utilização de tomografia computadorizada confirmaram que o cérebro pode reagir aos comandos de um hipnotizador.

O hipnotismo é praticado desde a mais remota antiguidade. Os “doutores bruxos” ou “curadores” utilizavam técnicas para curar seus pacientes, e foi a base das ciências ocultas no antigo Egito e na Grécia, sendo seus efeitos considerados verdadeiros milagres.

O desconhecimento pleno da mente humana dificulta a conceituação e explicação dos mecanismos através dos quais a hipnose produz seus efeitos. Ao contrário do que parece, durante a sessão hipnótica o cérebro está em plena atividade. Reações cerebrais desencadeiam a produção de neurotransmissores, substâncias que transmitem informações através do sistema nervoso, provocando diversas reações orgânicas.

O termo hipnose (Hypnos = deus do sono) foi dado pelo médico James Braid em 1843, e se popularizou. Entretanto, a pessoa hipnotizada não dorme, simplesmente fica relaxada. O relaxamento físico já é benéfico para aqueles que buscam apenas restaurar a energia corporal. Porém, a hipnose vem ganhando espaço cada vez maior como ferramenta de tratamento de diversas doenças ou síndromes, sejam físicas, emocionais ou psíquicas.

A hipnose é uma forma de comunicação, em que a base fundamental é a sugestão. É um estado de atenção concentrada, quando é possível ao indivíduo reagir aos estímulos do hipnotizador (sugestões)
ou aos próprios comandos (auto-hipnose).

Pode ser indicada como auxílio terapêutico em distúrbios psíquicos como tiques, fobias, depressão e síndrome do pânico, bem como em casos de vícios (tabagismo, alcoolismo, drogadição). Tem sua ação comprovada também no controle da dor, sendo utilizada, por exemplo, por dentistas e até em cirurgias. Sua aplicação em outras áreas, como esporte, aprendizado e regressão de idade são outros destaques
de sua utilização.

No tratamento da lombalgia (dor nas costas), por exemplo, podemos combinar o relaxamento muscular e analgesia (alívio da dor) através da hipnose com resultados a curto prazo. Passada a fase de dor, programa-se o tratamento reabilitacional do paciente combinando outras técnicas como acupuntura, osteopatia, e outras terapias manuais, sempre respeitando sua individualidade.

Na prática esportiva, os russos são os mais antigos a utilizar a hipnose para o desempenho atlético.
Por meio dessa técnica, pode-se controlar a ansiedade, melhorar a capacidade de atenção e concentração, afastar os pensamentos e sentimentos de fracasso, manter o autocontrole e autoconfiança.

No Brasil, a hipnose pode ser aplicada por médicos, psicólogos e dentistas. A hipnose como modalidade terapêutica deve ser bem indicada, e se realizada por profissionais não capacitados, ou em pacientes com predisposição a distúrbios psiquiátricos, pode ser mais prejudicial que benéfica. Sua aplicação é vasta, mas com indicação precisa.

* É responsável pela Clínica Movimento no complexo esportivo Unisys Arena (SP), formado em Hiponse Clínica e Experimental, é médico fisiatra e preceptor da Residência Médica e assistente do Serviço de Reabilitação da Santa
Casa de São Paulo.

Pílulas
» A hipnose não cura. Pode fazer parte de um programa de tratamento global do paciente como uma técnica complementar.

» Fatores emocionais e psicológicos (como ansiedade, angústia, raiva) envolvidos na obesidade podem ser tratados pela hipnose.

» São vários os fenômenos que o paciente pode experimentar durante uma sessão de hipnose. Amnésia, sonolência e anestesia são alguns exemplos.

» A Neuropsicoimunologia demonstra efeitos benéficos no sistema imunológico através da hipnose.

» Para os pacientes com medo de agulha, é possível combinar o uso da hipnose em sessões
de acupuntura.

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HIPNOSE

Por: Henrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico – CRT 21001
A etimologia do nome (originado na mitologia grega, Hypnos, o deus do sono, irmão de Tanatos, a morte, ambos eram de Nyx, a noite….) da técnica influencia ao erro.Na verdade, a Hipnose, induz a estados alterados de consciência e resulta em um Cliente bem mais próximo da vigília, consciente e participativo…
Na década de 80, meu primeiro instrutor na área da Hipnose, sabiamente afirmava: só existe auto-hipnose, ou seja, o Cliente é que atinge por si o estado alterado de consciência, sendo o nosso papel o de facilitador deste processo.

Contava, inclusive, uma história para ilustrar:

Em uma bem conceituada faculdade da área de saúde, um curso de Hipnose já em andamento, recebeu dois novos participantes: um deles, apresentado como um experiente e consagrado profissional nesta técnica e o outro, como um calouro.
Chegado o momento da prática, o primeiro obteve resultados excelentes, hipnotizando a todos com quem exercitou a técnica, enquanto que o segundo, nada conseguiu, passando a receber inúmeras dicas dos colegas, sobre como deveria proceder.
Finda esta etapa da aula, o coordenador chamou a todos, revelando que, no tocante aos dois novos membros, na verdade, suas apresentações foram, propositadamente, TROCADAS !
Ou seja, quem foi apresentado como novato, era o profissional experiente, o qual, despido de suas credenciais, não foi recebido a contento por seus colegas e, desta forma, não conseguiu hipnotizar.
Já o verdadeiro calouro, vestido com a titulagem de expert, gozou de total credibilidade, tornando-se o melhor instrumento para que cada colega se… auto-hipnotizasse !
A Hipnose é uma técnica eficaz, mas cercada de polêmicas, com ilustres defensores e igualmente importantes críticos.Experiências de Freud são utilizadas como argumentos contra e também a favor das técnicas hipnóticas.

Nos primórdios da Psicanálise, aplicou-se a Hipnose para induzir os clientes a revivenciar momentos traumáticos, sob o pressuposto de que tal catarse produziria a superação dos efeitos do trauma.

De fato, bons resultados foram obtidos; contudo, Freud optou por abrir mão dos métodos hipnóticos, substituindo-os pelo divã, para que o Cliente, em uma posição confortável, fizesse um esforço para lembrar os traumas que estariam na origem de seus problemas.

Com o Cliente relaxado, Freud conduzia uma livre associação de idéias, através da qual terminava por encontrar lembranças “recalcadas” e que eram, em tese, a causa de seus distúrbios.

Assim sendo, de acordo com a conveniência de quem historeia, utilizam o Pai da Psicanálise tanto para argumentar que as técnicas regressivas por indução verbal “direta” estariam ultrapassadas, quanto para alegar que ele era adepto e que teria continuado, caso conhecesse outras formas diferentes da Hipnose para atingir o objetivo.

De fato, a “aura mística” associada ao hipnotismo pode ter sido um dos fatores que mais contribuiram a que Freud o abandonasse, já que anseiava a que a Psicanálise fosse aceita nos meios “científicos”…

Atualmente, graças ao acesso praticamente universal às informações (via internet, em especial…), a Hipnose é melhor aceita e utilizada como técnica psicoterápica.

Em uma das vertentes, estaria enquadrada como instrumento da Psicoterapia Comportamental, onde o que se busca é a modificação de padrões de comportamento (fobias, vícios, timidez, pessimismo, etc.) ou a supressão de sintomas (disfunções sexuais, insônia, dores, etc.).

Já em outra forma de abordar, se classificaria mais como Psicoterapia Transpessoal, onde a Hipnose é uma das ferramentas facilitadoras ao Cliente a que acesse o seu inconsciente.

Pessoalmente, ainda que praticamente nem utilize a nomenclatura Hipnose, pratico vários de seus princípios, conforme disponibilizei em meu artigo: Regressão e Progressão.

Aprofundando a parte legal e normativa da técnica, a seguir, excelentes orientações expedidas pelo SINTE – SINDICATO DOS TERAPEUTAS, em resposta a um colega que propôs a criação de uma Norma Técnica para Hipnose, além de um Parecer quanto à intepretação da legislação quanto ao exercício da técnica.


Elaboração de Normas Técnicas sobre Hipnose:De fato, o ideal será quando foram elaboradas uma NTSV – Norma Técnicas Setorial Voluntária para cada uma das principais técnicas terapêuticas existentes, dentre elas, é claro, a Hipnose.

Há muito ainda por fazer, outrossim, as NTVS iniciaram priorizando as técnicas que corriam o maior risco de serem monopolizadas por outras profissões, como são os casos da Acupuntura e da Fitoterapia, além das que são objeto de polêmicas e interpretações equivocadas, como a Terapia Corporal, bem como aquelas que já estavam em adiantado processo de formatação, como a Terapia Floral e o Reiki.

Para cada NTSV, são considerados os posicionamentos das associações, escolas e profissionais atuantes na técnica, bem como os departamentos jurídicos, quanto à adequação à legislação e jurisprudência, bem como a formatação padronizada internacional para apresentação de normas técnicas. Assim, nasceram as primeiras Normas em nossa profissão.

Considerando a infinidade de nomenclaturas utilizadas pelos profissionais, muitas das quais, sinônimas, é natural um agrupamento por semelhança, além de um coletivo de técnicas, que denominamos MODALIDADES (de forma similar às “especialidades”, na medicina).

Atente que TERAPIA HOLÍSTICA (sempre no singular, para demonstrar a união…) é o nome de nossa PROFISSÃO, enquanto que “Modalidades”, são nomes coletivos, técnica e juridicamente corretos, que aplicamos englobando, cada qual, um agrupamento de técnicas.

Ainda que, no momento, esta ou aquela técnica ainda não seja objeto de uma NTSV específica, comumente, já foram pauta de PARECERES e/ou ORIENTAÇÕES que antecipam as possíveis normativas, como também farão parte dos Anexos Informativos, da Norma Técnica específica, quando esta for desenvolvida.

A Hipnose, por exemplo, já foi tema de Parecer, transcrito na sequência deste e-mail, lembrando que a mesma está atualmente englonada na MODALIDADE PSICOTERAPIA HOLÍSTICA, a qual possui algumas de nossas Normas em seu enquadramento.

Algumas Modalidades possuem sub-classificações específicas, justamente por existirem NTSVs distinguindo algumas das técnicas por elas englobadas.

Por exemplos:

MODALIDADE TERAPIA TRADICIONAL CHINESA: ACUPUNTURA
MODALIDADE TERAPIA EM SINCRONICIDADE: REIKI
Para “destacar” a técnica dessa forma, há de ser estabelecida uma NTSV específica para a mesma.Considerando a infinidade de terapêuticas ainda não abrangidas desta forma, os critérios para priorizar serão tanto a urgência (ocasionada por alguma nova legislação, ou fato controverso caso público que coloque a técnica em evidência perante as demais), quanto a quantidade de filiados interessados, quanto a qualidade formal de conteúdo capaz de ser sintetizado em uma Normas Técnica.

Por tais razões é que, até o momento, a HIPNOSE não foi contemplada com uma NTSV específica. Outrossim, ficaremos felizes com a colaboração dos colegas em redigir uma propositura de Norma Técnica, a ser apreciada, inicialmente por nosso departamento jurídico e, posteriormente, em consulta pública, para apreciação dos demais colegas atuantes com esta técnica.

PARECER SOBRE HIPNOSE:

De forma resumida, podemos afirmar, categoricamente, que inexiste quaisquer textos legais que proibam a Hipnose, ou que monopolizem seu uso para uma só profissão, ou seja, a HIPNOSE É DE USO LEGAL E LIVRE EM QUALQUER PROFISSÃO.

Claro, devem cuidar em JAMAIS vincular nossas técnicas a qualquer menção a “doenças”, pois pela legislação e jurisprudência, tanto seu diagnóstico, quanto tratamento, é monopólio médico.

Assim sendo, se alguém alegar que a hipnose (ou qualquer outra de nossa técnicas) atua nesta ou naquela “doença”, equivale a afirmar que só médicos poderiam exercer e, ao praticar, estaria comentendo crime de exercício ilegal de medicina, não pela técnica em si, mas pelo forma COMO utilizou-se deste instrumento terapêutico.

Por exemplos:

Hipnose para analgesia dentária, só o odontólogo….Para DOENÇAS, os médicos…

Para EQUILÍBRIO ENERGÉTICO, AUTOCONHECIMENTO, os Terapeutas Holísticos…

Assim, se algum colega fizer Hipnose para um problema de dente (analgesia…), estará exercendo ilegalmente a odontologia; se disser que trata de “sindrôme do pânico”, “depressão”, “enxaqueca”, “dependência química”, etc, etc (note que são apenas alguns exemplos de DOENÇAS…), aí, comete crime de exercício ilegal de medicina.Já se fizer hipnose nas pessoas para o autoconhecimento, para o equilíbrio energético (por exemplo: harmonizar emoções, etc – observe que em momento algum falou-se nome de “doença”…), aí sim, pode exercer a técnica como sendo TERAPEUTA HOLÍSTICO.

Ou seja, antes de mais nada, é uma questão de POSTURA e coerência profissional para que atue dentro do estabelecido para a Terapia Holística.

Infelizmente, as escolas ensinam MUITO erradamente, já que ensinam como se os alunos fossem médicos.

Todos podem utilizar Hipnose; somente os psicólogos eram PROIBIDOS (até o ano 2000, depois, liberaram…), não por nós, mas interinamente, por seu próprio Conselho fiscalizador, talvez por isso, tamanha revolta de alguns de seus membros ao constatar que para os membros de OUTRAS profissões, era livre.

Na verdade, não existe LEI que restrinja ou impeça o uso da hipnose; a única que havia, foi revogada faz muitos anos.

Com referência a legislação comumente citada por nossos filiados como forma de defesa do uso da Hipnose, na verdade, sob o ponto de vista extritamente jurídico, em nada auxiliam, pelo contrário, alguma vezes até depõem contra.

A seguir, transcrevemos os trechos mais significativos, com breves comentários:

DECRETO 051009 de 22/07/1961
SITUAÇÃO: REVOGADA
ORIGEM: EXECUTIVO PODER EXECUTIVO

FONTE: PUB DOFC 22 07 1961 PÁG 006542 COL 3 Diário Oficial da União RET DOFC 24 07 1961 PÁG 006667 COL 3 Diário Oficial da União

EMENTA: PROIBE ESPETACULOS OU NUMEROS ISOLADOS DE HIPNOTISMO E LETARGIA, DE QUALQUER TIPO OU FORMA, EM CLUBES, AUDITORIOS, PALCOS OU ESTUDIOS DE RADIO E DE TELEVISÃO, E DA OUTRAS PROVIDENCIAS.

INDEXAÇÃO: PROIBIÇÃO, EXPLORAÇÃO, ESPETACULO, HIPNOTISMO, AUDITÓRIO, INSTITUIÇÃO RECREATIVA, RÁDIO, TELEVISÃO.

Comentário nosso: este Decreto, que proibia o uso da Hipnose em espetáculos, era desfavorável à nossa causa, mas isto agora é irrelevante, por ter sido REVOGADO, ou seja, não está mais em vigor.

LEI 5.081 DE 24/08/1966 - DOU DE 26/08/1966

Regula o Exercício da Odontologia

ART.6 – Compete ao cirurgião-dentista:

…. VI – empregar a analgesia e hipnose, desde que comprovadamente habilitado, quando constituírem meios eficazes para o tratamento.

Comentário nosso: Esta Lei autoriza ao odontólogo o uso da Hipnose em analgesia, desde que devidamente habilitado, sem entretando, definir qual seria esta “habilitação”. Em suma: em nada auxilia e em nada atrapalha o exercício profissional da Hipnose pelos Terapeutas Holísticos.
LEI 4119 DE 27/08/1962 - DOU 05/09/1962Dispõe sobre os Cursos de Formação em Psicologia e Regulamenta a Profissão de Psicólogo.

CAPÍTULO I – Dos Cursos ART. 1 – A formação em psicologia far-se-á nas Faculdades de Filosofia, em cursos de bacharelado, licenciado e Psicólogo. ART. 4 (vetado). § 1 – (Vetado). § 2 – (Vetado). § 3 – (Vetado). § 4 – (Vetado). § 5 – (Vetado). § 6 – (Vetado). § 7 – (Vetado).

Comentário nosso: esta Lei tem sido comumente citada por nossos filiados, em especial o seu art. 4, mas, na verdade, este ARTIGO foi VETADO em todos os seus ítens, ou seja é irrelevante e até mesmo, inconveniente, fazer referência a um texto legal que foi descartado.
Em suma: em nada auxilia e em nada atrapalha o exercício profissional da Hipnose pelo Terapeutas Holísticos.

Texto extraído de: http://www.sinte.com.br/revistaterapiaholistica/psicoterapia/psicanalise/324-hipnose#ixzz1sKjqnxmB
Direitos Autorais: SINTE – SINDICATO DOS TERAPEUTAS

contato@sinte.com.br - (11) 3171-1913

 

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Hipnose é ciência.

Veja como ela pode alterar percepções e aumentar a concentração:
http://www.youtube.com/watch?v=5lloEivPgeY

 

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Começam amanhã o II Congresso Sul Americano de Hipnose - II HIPNOSUR.
I Congresso Brasileiro de Hipnose Contemporânea
I HIPNOBRASIL
LOCAL: Universidade Federal de São Paulo - Anfiteatro Marcos Lindenberg.
Rua Botucatu, 862 – Vila Mariana – São Paulo – SP

Sábado, às 13h30, falarei sobre "PNL e Comunicação Efetiva em Hipnose".
Para programação completa, clique na foto:

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PNL e Saúde

Semana que vem darei um workshop onde serão apresentadas técnicas e ferramentas para melhorar diversos aspectos da sua saúde. A definição que a Organização Mundial da Saúde é: saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.

Trataremos de Qualidade do Sono, Disposição, Energia (Física e Mental), como eliminar Compulsões, como gostar do que você não gosta, como deixar de gostar de algo que gostaria de não gostar, informações sobre Peso Ideal, Tabagismo, Fast Foods, Álcool e Drogas.

São apenas 20 vagas porque quero dar um atendimento personalizado a cada participante. Portanto, se tiver interesse ou conhecer alguém que pode se beneficiar com este trabalho, mexa-se: contato@rogeriocastilho.com.br

Data: 19 de abril
Horário: das 19h30 às 22hs
Investimento: R$120,00

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(do UOL)

Os homens brasileiros são mais ativos que as mulheres: 39,6% se exercitam regularmente, contra uma frequência de 22,4% entre elas. Os dados são da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgada nesta terça-feira (10) pelo Ministério da Saúde.

O percentual de homens sedentários no Brasil passou de 16%, em 2009, para 14,1%, em 2011. Em 2009, 16% dos homens foram classificados como fisicamente inativos.

No entanto, a tendência percebida é de aumento de sedentários com o aumento da faixa etária. Se 60,1% dos homens entre os 18 e 24 anos praticam exercícios como forma de lazer, este percentual reduz para menos da metade aos 65 anos (27,5%).

Na população feminina, as proporções são semelhantes em todas as faixas etárias, variando entre 24,6% (entre 25 e 45 anos) e 18,9 % (maiores de 65 anos).

A pesquisa também revela que 42,1 % da população com mais de 12 anos de estudo pratica algum tipo de atividade física. O percentual diminui para menos de um quarto da população (24%) para quem estudou até oito anos.

A frequência de exercícios físicos no horário de lazer entre mulheres com mais de 12 anos de estudo é o único indicador da população feminina que figura acima da média nacional (33,9%).

A Hipnose pode ajudar a despertar o desejo de fazer exercícios físicos. Procure um bom profissional. Correndo!

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(do UOL)

Praticamente metade, ou seja, 49% da população brasileira têm excesso de peso, revelam dados da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgada nesta terça-feira (10) pelo Ministério da Saúde. O número aumentou em relação aos resultados anteriores: em 2006, a proporção era de 42,7%. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.

Indivíduos com sobrepeso são aqueles que têm o Índice de Massa Corporal (IMC) entre 25 e 29,9 kg/m² (a definição não vale para crianças, idosos ou gestantes). Já são considerados obesos os que têm 30 kg/m² ou mais. O IMC é obtido dividindo-se o peso da pessoa pela altura ao quadrado.

O levantamento, divulgado anualmente pelo Ministério, traz um diagnóstico da saúde do brasileiro a partir de questionamentos sobre os hábitos da população, como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, alimentação e atividade física. A pesquisa coletou informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal e contou com mais de 54 mil pessoas, entrevistadas em 2011.

O aumento da obesidade e do excesso de peso atinge tanto a população masculina quanto a feminina. Em 2006, 47,2% dos homens e 38,5% das mulheres estavam acima do peso, enquanto que, em 2011, as proporções passaram para 52,6% e 44,7%, respectivamente. “Homens com mais anos de estudo apresentam maior grau de obesidade e excesso de peso”, comentou o secretário de Vigilância em Saúde Jarbas Barbosa.

Porto Alegre foi a capital com maior proporção de pessoas acima do peso (55,4%), seguida de Fortaleza (53,7) e Maceió (53,1). Já as capitais com maiores índices de obesidade foram Macapá (21,4%),  Porto Alegre (19,6%) e Natal (18,5%).

Ganho de peso com a idade

O envelhecimento, segundo os dados, tem forte influência na obesidade. Entre os homens, o problema do excesso de peso começa cedo e atinge 29,4% dos que têm entre 18 e 24 anos. Entre homens de 25 a 34 anos, o índice quase dobra, chegando a 55%. Dos 35 aos 45 anos, o percentual é de 63%.

Entre as mulheres, 25,4% entre 18 e 24 anos estão acima do peso. A proporção aumenta para 39,9% dos 25 aos 34 anos e chega a 55,9% dos 45 aos 54 anos.

Em relação à obesidade, 6,3% dos homens de 18 a 24 anos se encaixam nessa categoria, contra 17,2% dos homens de 25 a 34 anos. Entre as mulheres, 6,9% das que têm de 18 a 24 anos são obesas. O índice quase dobra entre mulheres de 25 a 34 anos (12,4%) e quase triplica entre 35 e 44 anos (17,1%). Após os 45 anos, a frequência da obesidade se mantém estável, atingindo cerca de um quarto da população feminina.

A pesquisa mostra como fator de risco o grande consumo de refrigerantes, carne e leite integral, que é rico em gorduras. Por outro lado, a pesquisa também mostra que o nível de escolaridade interfere positivamente nos hábitos alimentares. “Quem tem mais de 12 anos de escolaridade, consume mais hortaliças.

“Se não quisermos chegar ao patamar dos Estados Unidos, que tem mais de 25% da população obesa, agora é a hora de agir”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele acredita que o acordo com a indústria de alimentos para redução de gordura, assim como o acordo recente feito com escolas para a promoção da alimentação saudável, são medidas que devem ter impacto na tendência de obesidade no futuro.

Boa notícia

Uma das boas notícias do Vigitel foi a redução do número de fumantes no país, que ficou abaixo dos 15% pela primeira vez. A diminuição ocorreu principalmente entre os homens. A grande maioria das capitais brasileiras já está abaixo da média nacional de consumo de cigarros.

Para o ministro, o dado só reforça o sucesso de medidas como a proibição do fumo em ambientes fechados e a tributação elevada do cigarro.

 

LEMBRE-SE:

A Hipnose pode ajudar na redução de peso, promovendo uma reprogramação mental, que fará com que se dê preferência a alimentos saudáveis ou, em casos extremos, implante do Balão Hipnótico. Hipnose séria =emagrecer com Saúde!

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